quinta-feira, 4 de janeiro de 2018


Ele apenas foi
Sem nenhum tipo de despedida
Foi
E
Pronto
Acabou-se ali tudo que envolvia ele
Ele mesmo acabou
Como todas as coisas que são frágeis
Como tudo
Ele foi embora
Não deu tempo de olhar pra trás
Ou talvez desse
Não se sabe
Também não se sabe se queria ir
Mas mesmo assim
Acabou
E ele foi
Não como o tempo que se vai lentamente
Não como a doença que invade o corpo aos poucos
Não como as recordações que vão se apagando da memória
Não!
Nada disso
Foi de uma só vez
Carregando tudo como um tufão de vento
Como um maremoto foi derrubando vidas e lagrimas no caminho
Um terremoto que abre abismos onde havia concreto
Deixou tudo no chão
Acabado
Desmantelado
Completamente tomado pela dor
Ele
Se

F oi

terça-feira, 23 de setembro de 2014









Doce Brincadeira

Aguardando o vento que a faz escalar o céu,
Com seus lindos cabelos voando no ar.
De cores tão fortes a se encantar,
Segue ela prosa a guiar,

Como uma bailarina a dançar,
Linda,  exibida e orgulhosa.
No céu azulzinho limpo como só,
Suas cores gritam poderosa!

Pequena ou grande não importa,
As mãos que a puxam e as enrolam.
Se boas, cortam o céu sempre a brincar,
E os ventos a levam pro mais alto andar.

As doces memorias vão guardar,
A simples brincadeira,  encantar.
Apenas deixe solta, deixe voar,
A linda Pipa se elevar!












Nuvens de Zeus

As brisas  trazem lamentos,
Os ventos arrependimento.
O céu soluça pesado,
Desaba um choro cansado.
Sem  tréguas e contentamento,
Ouço dor e constrangimento.
Tão negras em seu tormento,
Se agrupam, se unem com o tempo.
Assustam, gritam, esbravejam,
Se chocam , se tocam , se enfrentam.
E clamam do alto do céu,
Proclamam  e jugam o réu.
Sentenciam se vive ou morre,
Do alto cumprem a sentença.
E dançam e cantam e cansam,
Escorrem!
Se afastam, com calmaria,
Clareiam,
Serenas e vazias.
E formam  imagens doces e calmas,
Já não as  mesmas de antes,

As nuvens de Zeus delirantes!



Perder

Não há mais lugar onde não possa ir
Aqui não acontece nada sem seu lembrar
Não temo mais nada
Agora é tudo novo
Há um infinito de sentimento
Eles brigam por minha atenção
Não existo sem eles
Mas você existe, em cada pensamento.
Lembranças venham me amar.
Histórias venham me amar.
Mudanças chegam para trazer
Uma nova brisa
E você é tão quente aqui dentro do meu peito
Não há lugar, não haverá, onde você não estará.
Eu era jovem, não sabia de nada.
Eu era tola, mais tola que hoje.
Talvez você me ame, e ame muito e ame mais.
Mesmo eu sendo assim;
Acabou o céu caiu na minha cabeça.
Aquele dia foi tão duro, eu quis morrer por você.
Eu acreditava em tudo que dizia.
A morte não é minha amiga
E eu não tenho mais tempo para ela
O nosso tempo aqui acabou.
Mas eu acredito no que disse e
Nesse amor, esse nosso amor, tão puro amor e mais.
Vamos trabalhar, vamos juntar nossas almas, vamos nos encontrar.
Você ouve o que te digo?
Pode me ouvir, saber meus pensamentos?
Acredite
Vou te amar, eu vou te amar, eu vou te amar mais.
Sei que não devo chorar
Não devo sofrer
Só aguardar esta nova brisa
Esse novo céu que se abre sobre mim
E acreditar quando diz
Que você me ama, você me ama e você me ama mais















Nuvens

Agora vejo um elefante
Em seu formato elegante
E caso passe um vento estabanado
Meu elefante  fica atravessado
Eu enxergo tudo ao longe
Deitando minha cabeça em um pequeno monte
Vejo cores, desenhos, criaturas.
Sonhos todos com ternura
Procuro em cada parte
E vejo todos os detalhes
Formando numa brincadeira interessante
Encontro formatos vibrantes
E brindo a cada nova descoberta
Riu com a boca aberta
Divirto-me com esta inocência
Acalentando meu coração
Quero tê-las em minhas mãos
As nuvens feitas de algodão.


Billy e Turbo

O incondicional.
O emocional.
O amor exemplar,
Só dar e dar,
Nada esperar;

Tocar, ouvir, cheirar,
Chorar ausência sua.
Chorar sua chegada.
Chorar de adorar.

Afago, carinho, acalanto,
Lamber todo o seu pranto,
E mesmo sem poder,
Defender todo seu ser.

O que eu sei fazer?
Amar ao  amanhecer;
Amar até entardecer;
E ao anoitecer,  te amar
















Devassidão

Quero este tormento,
Insônia de contentamento,
Buscar todo deleite.

Prendo seu corpo no meu,
Não há brio.
Sou cio.

Insaciável anseio,
A pele arde,
Desejo.

Seios macios,
Sexo rijo,
Gozo.

De novo e de novo...
Sempre, agora e mais.

Vício!













Garganta

A respiração alterada
Aguardo o momento
Sem dó ou consentimento
Chegam-me elas
A dor, sem cautela,
Engole-me, atropela,
Vira-me, engessa.
P A R A L I S A

E correm largadas,
Sem som, sem nada,
Apenas lavam meu rosto,
Com todo o desgosto,
Engulo as palavras,
Todas elas travadas,
A garganta apertada.
N Ó .

Quero vomitar em seu rosto
Todo este grande desgosto
Quero passar adiante
Toda a dor desgastante
Tudo guardado em meu peito
Esse veneno e tormento
Escarro de mim amargura
L O U C U R A

Cuspo todas  pra fora
Numa histeria eufórica
Golfejo versos, letras, termos
Cago pro seu gracejo
As letras me invadem
Saem por todos os cantos
Já não quero prantos
E S P A N T O

Faltou tudo
Faltou tanto
As palavras me fogem
Presas então na garganta
Apenas as lagrimas falam
Apenas as lagrimas calam
Lagrimas gritam.

A F L I Ç Ã O

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

La nuit Bohême



La nuit Bohême














O seu ar me sufoca;

Não sei se de amores ou dores.

A vastidão desse negrume infindo,

Engole-me e acolhe,

Tão quente e palpável,

Como um objeto

Tangível.

O que sinto?

Prazer...

Tanto na angustia que me causa,

Nos tempos que encobrem sua fortuna,

Que mais negra se torna,

Mais densa,

Mais triste,

Maldita!

Tanto no gozo que me germe;

Nos tempos de sua lua,

Nesse clamor de deleites,

Escorrem suar,

Saliva,

Seiva,

Bendita!

Boemia vadia de todos os artistas;

Toda a salvação está contida em ti.

Os amantes lascivos,

As ideias estapafúrdias,

As tristezas infinitas,

A alegria boba dos amigos,

Tudo está contido.

O inexorável prazer,

A imensidão da dor,

E tudo que os patuscos desejam,

Está contido.

Assumo meu vício!

Eu estou contida em ti.

Meu êxtase, minha libertinagem;

Todo meu pudor.

Sou noite!

Qualquer mistério é noite.

A noite feita de pequenos e infinitos mundos particulares.

A noite feita de todas as luxurias,

Todos os romances.

Noite feita do mais profundo eu,

Noite feita de breu,

Feita de solidão,

Feita de multidão!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Nas janelas em que finjo ver o lado de fora.














Eu vejo tudo ao meu redor,
Mas finjo que não vejo,
Olho para o lado dissimulando,
Esperando que ninguém tenha notado que vi.
Nas janelas em que finjo ver o lado de fora,
Não olho nada, apenas disperso.
O mundo já não vale nada,
Meu mundo não vale nada,
Nenhuma olhadela sequer,
Nenhum disparate sequer.
Prefiro o jogo de empurra-empurra,
Prefiro final de novela,
Divirto-me com pão e circo,
Distraio-me com sangue e favela.
É tudo tão distante e fictício,
É tudo tão fora da realidade,
Não me atinge se atinge o próximo,
Contanto que não seja eu.
Política do egocentrismo normativo,
Normal...é assim mesmo não é?
O importante é que meu time ganhou!
O importante é que meu jogador foi escolhido o melhor do ano!
Importante é que a mocinha teve um final feliz,
E o vilão da novela se deu mal,
Ai sim, pelo menos lá, ele se deu mal.
Importante mesmo é o Brasil é uma democracia.
Enquanto isso, eu, sem cerimônias, 
Olho para o outro lado,
Finjo ver o que há do lado de fora da janela.
Por favor, não me incomode com estórias irrelevantes.
O mundo da corrupção não tem mais solução,
Então não me venha com banalidades,
E as mesmices de sempre, por que sabe,
Eu estou ocupada, vendo as notícias das celebridades!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

DISSABORES




Perco-Me Entre Palavras
Afogando-Me Em Dizeres Monossilábicos
Engulo Este Mar Salgado De Dissabores

Entre Braçadas Largas
Nado Contra Esta Corrente
Que Segue Em Frente Sem Saber Pra Onde

Sinto-Me Só De Tão Mal Comboiada
Não Sigo A Boiada
Sou Gado Doente Tentado No Rio
Deixado As Piranhas, Mais Nada.

Abro Caminho Para Os Imbecis
Arredo Na Foice, Na Força, Na Fúria.
Sou Arremedo De Gente Não
Sou Indigente Inteligente

Abocanho A Vida De Qualquer Maneira
Desprovido De Graça Peço Clemência
Que De Todo Pecado A Minha Demência
É Viver No Mundo De Ideias E Amores

Que Triste Caminho Este Meu
Sair Da Ignorância,
O Que Deveria Ser Gratidão, É Pesar

Aflijo-Me Demasiado
Angustia-Me Ser Assim
Que De Tanto Amofinar
Penso Que A Estupidez É Benção

A Bestialidade É Infinita
Quero Crer Que A Sabedoria Também
Em Um Momento De Fé Infinda
Aguardo O Fenecer.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Atriz



Preciso tanto, tanto disto,
Agora pai, nada vai me impedir.
Agora vô, não posso desistir.
Veja quantas coisas deixei para trás.
E só agora me sinto completa
Por que não há nada mais que eu possa fazer
Sinto uma paixão que me move
Leva-me a viver toda  alegria
Não devo nega-la e não quero
Sim, são estas coisas da vida que todos têm medo.
Sei que vocês também temiam
Mas a vida mostra quanta infelicidade senti ao abandonar minha paixão,
E como a vida me leva sempre de volta a ela.
Entra ano, sai ano e tudo que sei é que me sinto atraída por esta força.
Ela me resgata de um sofrimento profundo
E mostra novamente o sentido de tudo ao meu redor.
As carreiras normais me deixam entediada
Encadeada a um abismo tão fundo tão grande
Que me sinto com nó na garganta
Como se a qualquer momento a corda no pescoço apertasse
E a cadeira abaixo dos meus pés fosse cair.
E o que me trás de volta a vida?
O que me devolve toda a alegria e satisfação?
Descobri que não há dinheiro no mundo que pague por isso
Amar o que se faz, ter prazer em trabalhar em algo que me supera
Transcende-me, me ilumina, me guia.
E todo o dinheiro no mundo, não pode pagar por uma vida de frustrações.
Meu desejo é tão profundo, tão enraizado.
Que faz parte do que eu sou
Não posso negar quem sou
Devo me aceitar, devo me entregar a esta verdade.
E quem poderá me julgar?
Quem poderá dizer de insanidades?
Aqueles que vivem uma vida sem sentido não terão direito a palavra,
Pois cada sonho abandonado, não é um pedaço seu deixado para trás?
E ao fim da vida, o que restou desta gente que afogou seus sonhos?
Não sei viver assim.
Quando a ceiva da vida retomou minhas veias, sabia que não poderia viver de outro jeito.
O que vier com minha decisão, saberei aguentar as consequências,
Mas não quero aceitar a infelicidade, o fracasso pessoal, a tristeza maciça.
Quero ser engolida por inteiro por minha paixão,
Quero ser uma extensão do que ela é
Quero repercutir, expandir, extrapolar.
Ser quem sou, aceitar esta minha verdade absoluta, arraigar esta necessidade absurda de ser.
Eu me fiz arte.
A Arte me fez assim.
Somos uma coisa só, inseparáveis.
Não existo sem o palco, não existo sem texto, sem figurino, sem luz...
Sem ela sou um monte de carne andando por ai sem uma alma,
Não posso ser um saco de ossos e músculos,
Preciso existir.
E eu sei.
Só permaneço enquanto o Teatro viver em mim.
Somos a mesma coisa
Somos um universo único de possibilidades.
Não sabemos como existir de outra forma.
E não vamos viver de outra forma.
Entregar- me a esta vida, é a única forma que sei de existência,
A única que me permito ser
A única que sei que sou.
Eu sou Teatro, apenas isso e tudo isso sou eu!
Peço que me aceitem, onde estiverem,
Que me abençoem e não temam por mim.
Apenas me aplaudam a cada encenação
E se orgulhem do que sou,
Por que eu me sinto orgulhosa!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Meu Coração













Meu coração para...
Diga-me quando posso voltar a viver?
Quando vou encontrar outra vez essa sensação?
Esta que me deixou repleto.
Meu coração para...
Diga-me quando posso voltar a sentir?
Quando posso ver as cores novamente?
Quando posso sentir os odores?
Quando não vou sentir mais as dores?
Meu coração para...
Para...
Par...
Pa...
p...
...



Agora existe um vazio tão grande
Agora não existe nada
Um buraco
Uma cava
Uma treva
Uma queda
Meu coração...
não existe

Sou o vazio
Dentro de um vaco
Incluso no antro
Do vago
Meu coração...

Para!

Tuntum tuntum tuntum
Meu...
Amor...
Viva...
Tudo...
Sempre...
Agora...
Dor...
Um dia...
Amor...
Meu coração pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa pulsa 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Volupia


Antes de dormir cubro meu corpo de luxuria,
Pois o que me falta não é erotismo.
O que me falta é um corpo quente
E um musculo ereto para me domar.
Antes de tudo sou mulher,
Sou gata no cio.
Sou a necessidade de copular,
Sou animal.
Eu deito ardendo, o fogo me devora.
Não finjo ser cheia de pudor,
Antes da sociedade, antes dos modos civilizados,
Existe a natureza que me leva.
O imoral é o que eu chamo de natural.
Não faço parte da sociedade beata.
Eu quero êxtase,
Quero suor escorrendo dos corpos,
O lençol ondulando na cama
E a boca seca dos gemidos.
Quero o musculo dos membros contraindo,
E os quadris frenéticos se encaixando.
Quero peito de homem e seio de mulher
Quero salivas misturadas
Quero seiva do homem em mim
Quero gozo sem dó.
Sem frescuras quero ser jugulada,
Sussurros no ouvido até que eu não possa mais.
Quero um corpo tatuado no meu.
Sexo puro, para apaziguar uma guerra em mim.
Eu quero... Não tenho!
Meu corpo ainda arde e o fogo ainda me devora,
Antes de dormir cubro meu corpo de luxuria,
Pois o que me falta não é erotismo.
O que me falta...
Eu me viro!

M I S E R Á V E L

Estou pingando feito conta gotas,
Vivendo a mingua.
Comendo jornal para engolir palavras
Saborear degustar solver....
Minha opaca existência passando despercebida
P I N G A N D O  V A G A R O S A M E N T E
Com medo de não durar...

Estou à margem da pauta
Vivendo a bancarrota
Bebendo sabedoria alheia para saciar minha sede
Salivando, ceivando,  absorvendo...
Minha essência sendo sombra da sombra de alguém
F A L E N  C I A   M U L T I P L A
Com medo de me gastar...

Vou respirar de pouquinho,
Não vou amar nada,
Congelando meus sentimentos árduos
Desistindo a cada empreitada,
E X I S T Ê N C I A  F A N T A S M A
Avarenta de vida... Sovina de nada!

CAOS


CAOS  06/07/2012

Cadê você caos, que ia me trazer tantos desatinos?
Aventuras de todas as cores e a liberdade libertina.
Onde foram parar toda a minha astucia todo o meu ímpeto
Cadê aquelas mudanças e aquela vontade transloucada de tirar o mundo do prumo?
Os dias passam pasmando e o cotidiano é o cotidiano
Vagam as horas cheias de um imenso vazio... tic tac tic tac tic tac
Perco-me um pouco mais e depois mais um pouco.
Não me reconheço em mim, já nem sei quem sou.
Tão responsável, tão chata, tão normal...
A normalidade me atormenta deveras, pois apesar de não fazer parte dela.
Ela megera quer fazer parte dos meus minutos, horas e dias... Intrusa!
E cada tempo que passo me vejo mais velha e menos louca...
Alimento-me do que vejo nos outros
As mesmas maravilhosas atitudes inquietantes
Me reconheço ali de alguma forma, me reconheço naquela vontade de expirar
Como se o hoje fosse ontem e já não há tempo a perde.
Dentro de mim a anarquia reina maravilhosamente,
E eu desejo apenas isso a anarquia plena e verdadeira.
Sem restrições absurdas de um mundo falido e hipócrita,
Sem burocracias sórdidas, sem esta normalidade bestial que nos torna tão desumanos.
Quero que todos possam ser
Quero que todos possam sentir
Quero que experimente tudo aquilo que lhes dá medo e vergonha
Para que o medo passe a ser coragem e a vergonha possa ser despudor
O mundo é feito de experimentos, é feito de novidades é feito de energia nova e vibrante.
Devo me adequar cada dia mais?
Não!
E é por isso que não me vejo pertencendo a lugar algum.
Estou sempre só, por que não consigo participar desta inequação.
Apesar de viver nela, não posso vive-la.
Já descobrir outro mundo maravilhoso para poder voltar à vida anterior,
Esta já não me pertence, pois minha mente se abriu para o inesgotável.
Para as possibilidades, para as verdades imensuráveis...
Como posso viver com um pé na realidade burguesa elitista antinatural
E um pé no caos absoluto evolutivo presumível.
Nós não caminhamos o caminho sensitivo natural.
O abominamos e fazemos o caminho contrario.
Sufocamos nossas sensações maravilhosas, e nos envergonhamos delas.
Eu também me vejo sufocada por esta realidade infame.
Pertenço a este mundo e devo por menos que queira participar dele.
Mas dentro de mim, ah, dentro de mim ninguém manda.
E eu sou pura desordem acalentadora.
A mais pura balburdia realizadora de sonhos.
Algazarra despudorada e feliz.
Sou um alarido de emoções em ebulição... Pronta a explodir!
Sou confusão... Ainda bem, sou caos!