sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Brados, Clamores, Alaridos D´Alma

 

Brados, Clamores, Alaridos D´Alma

 


Ouço brados a lusco-fusco,

Agoniado a tempos,

Procuro encontrar por seus autores,

Descubro pelos retrovisores dos meus pensamentos,

Um distúrbio ambulante e tosco,

Espelho melancólico de momentos.

 

Sou eu que clamo?

Como o coaxar dos sapos em noites quentes.

Este som é do meu pranto?

Devora –me o ar pesado,

Igualmente peso eu neste ar candente.

A boca canhão de expiação presente.

 

Minha cômoda ideia de existência,

Mede, como os alaridos que procuro,

Atino que estão em minha mente.

Ensurdecem, que me serve eu já muda.

Pertencem a mim? Não consigo convalidar.

Sou poma seca triste murcha!

 

Sorver o leite de um verme exposto,

Para meu desgosto, sou minha contramão.

O róseo lábio que expõe o choro.

Pálido gosto de solidão.

Que trai seu eu, adultero chama.

Também inflama e clama compaixão?

Língua tatuada de verbos ausentes,

Os olhos delatam as letras mórbidas,

Soturno, reboto, mouco

Alma lívida, Alma rota

 

 

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