domingo, 28 de novembro de 2010

ESCREVER...


Escrever é um ato de liberdade, de rebeldia e de insatisfação.
As palavras em sua maioria, não podem descrever os sentimentos,
por mais que tentem, não podem.
O esforço do escritor é em vão.
Para os que lêem, sim, há uma satisfação,
encontram ali, naquelas palavras o que eles próprios não conseguem descrever, mas para os que escrevem, sempre, sempre falta algo que ficou por dizer, que as palavras não souberam traduzir, algo que deixa uma imensa vontade de escrever de novo, tentar de novo, ainda que todas as vezes, está insatisfação persista.
As palavras, estas traidoras, e infames.
Elas se ajustam e reajustam, e brincam com as mentes, elas riem e se desenrolam como bem entendem, sem o menor pudor, se fazem entender, sem obedecer as quem escreve.
Têm alma e vida.
São bandidas, e em tantas outras vezes, são as que acalentam as nossas noites.
Seguram as nossas fúrias e injurias.
Atiramos-as em papeis em branco, para preencher aquilo que nos falta, ou de outra maneira, as devoramos, para o mesmo fim, preencher aquilo que nos falta.
Em mim falta tanto, que faço ambos.
As devora, para depois regurgita-las...
E elas sempre me faltam....insaciável está fome e está insatisfação!
Insaciável!